Arte como terapia - Cura emocional

Às vezes não é o silêncio que mais dói, é a indiferença.
É estar e, ainda assim, por mais que fazes ou até grites, não ser visto.
É falar e sentir que as palavras caem no vazio, como se o mundo tivesse aprendido a ouvir apenas o que lhe convém.
É entrar numa sala cheia de gente e mesmo assim não ser visto por ninguém. 
Como se a tua existência fosse transparente. Como se fosses apenas uma sombra.
Sentir-se invisível não é querer atenção.
É querer reconhecimento.
É querer aquele: “Eu vejo-te. Tu importas.”
E quando isso não acontece, a alma começa a doer.
A pessoa começa a duvidar do próprio brilho.
Começa a diminuir-se para caber no lugar onde os outros a colocaram: o lugar do “tanto faz”.
Mas, a indiferença dos outros não define o teu valor.
Define apenas o quanto eles estão desconectados de si mesmos.
Porque quem está desperto, vê.
Quem está inteiro, sente.
Quem tem coração, reconhece o outro como algo sagrado.
E talvez a maior cura seja esta:
parar de pedir permissão para existir.
Ser invisível aos olhos de quem não sabe olhar…é, muitas vezes, o primeiro passo para te tornares visível aos teus próprios olhos.
E então, num dia qualquer, percebes:
não és invisível.
Apenas estavas rodeada de olhos que não sabiam ver.

#Ruteferreiraart - Alma Criativa 🦉 

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