O sagrado feminino, é uma força ancestral que vive em nós. Vive no nosso corpo mental, corpo emocional e corpo energético.
É a energia que nos liga aos ciclos da vida, ao sentir, ao instinto e ao mistério.
O sagrado feminino representa a sabedoria, a capacidade de amar, nutrir, de transformar, renascer e fazer nascer.
É um único corpo onde habita a força e a fragilidade ao mesmo tempo.
Trabalhar o sagrado feminino devolve a conexão com a intuição, com a criatividade, com o prazer e com a verdade emocional.
Trabalhar o sagrado feminino é regressar ao corpo. Reconhecer limites e necessidades. Reconhecer a sua vulnerabilidade. Despertar a criatividade. Reencontrar a intuição.
Trabalhar o sagrado feminino é recordar aquilo que nunca deixou de existir dentro de nós, sejas homem ou mulher.
É saber regressar ao corpo e fazer dele um templo.
É saber usar a intuição como bússola.
É fazer uso da sensibilidade que toca corações.
É saber que a verdadeira visão vem de dentro.
O sagrado feminino representa o arquétipo da mulher que guarda histórias antigas e da mulher que guarda a sua própria energia.
Uso a arte para trabalhar essa parte em mim.
Neste caso, a arte tornou-se um portal em que uni o visível ao invisível. Permiti que a mulher que fui e a mulher que sou se encontrassem no mesmo espaço.
Pintar e esculpir para relembrar, criar para curar.
Na pintura os rostos representam as mulheres da minha linhagem, memórias e versões minhas que ficaram esquecidas.
Na escultura (colar) represento a mulher ancestral que guarda a sua luz interna e não se deixa abalar facilmente.
Quando crio estou a dar visibilidade ao invisível. Àquilo que muitas vezes as palavras não conseguem dizer.
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