Quantas de nós já acreditou na promessa luminosa: “Muda, e tudo mudará contigo.”
E quantas de nós já mudou...de pele, de alma, de caminho e encontrou o mundo exatamente no mesmo lugar onde o deixou?
Falo por mim. Já mudei muito, e continuo a mudar, por dentro e por fora. Mudei tanto que às vezes já nem me reconheço nas versões antigas de mim.
Mas, apesar disso, tudo à minha volta permaneceu igual.
Durante muito tempo não soube como interpretar isto. Hoje percebo que, como tantas outras frases feitas, esta serve para algumas pessoas… e para outras simplesmente não.
Durante muito tempo pensei que havia algo de errado comigo.
Hoje sei que não, a mudança é um movimento interno, não uma varinha mágica que transforma o mundo.
Às vezes estamos a fazer tudo certo. Estamos a crescer, a curar, a transformar padrões, a olhar para dentro. E mesmo assim aparece alguém a dizer que “na verdade não mudaste”, ou que “não estás a fazer a coisa certa”. Para muitas pessoas, se algo não acontece, a culpa é automaticamente tua.
Mas não. O defeito não é teu.
Há quem prefira a zona de conforto ao desconforto da verdade.
Há quem escolha não crescer.
Há quem escolha não sentir.
Há quem escolha não mudar.
Há pessoas que simplesmente querem continuar a viver como sempre viveram. Querem manter as mesmas crenças, os mesmos hábitos, as mesmas desculpas. Querem continuar a agir como se o outro não existisse, como se o impacto das suas atitudes fosse irrelevante.
E tu?
Tu mudas. Tu cresces. Tu vês. Tu sentes.
Tu assumes responsabilidade. Tu cresces para dentro e para fora.
Mas isso não significa que os outros vão acompanhar-te.
E está tudo bem.
A tua mudança não perde valor só porque o mundo não se ajustou a ela.
A tua mudança não é fracasso, a tua mudança é caminho — não destino.
E, mesmo que o mundo permaneça igual, tu já não és a mesma.
E isso, por si só, já é revolução.
# Rute Ferreira - Alma Criativa 🦉