Durante muito tempo ouvi falar deste dia sem compreender verdadeiramente o seu significado. Diz-se que é um dia que não pertence a nenhum mês nem a nenhuma semana. Um espaço simbólico entre o fim de um ciclo e o início de outro. Um convite para fazer uma pausa antes de recomeçar.
Independentemente das crenças de cada um, gosto da ideia de existir um dia dedicado a desacelerar. Um dia para respirar mais fundo, silenciar o ruído, observar o caminho percorrido e abrir espaço para aquilo que está para chegar.
Se há algo que faz sentido neste dia é criar. Porque a arte é uma das formas mais bonitas de dar voz à alma e de transformar aquilo que sentimos em algo visível. Sempre que criamos com intenção, autenticidade e para o nosso bem maior, também estamos a crescer.
Simbolicamente, este é um dia para:
• desacelerar; • respirar; • limpar o campo energético; • reconectar com a natureza e com os seus ciclos; • abrir espaço para o novo.
Em várias comunidades pelo mundo, este dia é vivido através de meditações, rituais de perdão, caminhadas na natureza, criação artística, momentos de silêncio consciente e cerimónias dedicadas à paz e à reconciliação.
Que possamos fazer deste um bom dia. Um dia para voltar ao centro, ao nosso ritmo natural, ao coração e àquilo que realmente importa.
Porque, às vezes, é precisamente quando paramos que a vida encontra espaço para florescer.
# Rute Ferreira - Alma Criativa 🦉
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