e cada uma abre espaço para algo que antes não existia.
Porque crescer é isto:
é sentir o peso das do passado a apertar o peito,
enquanto, ao mesmo tempo, algo dentro de nós começa a florir
com a mesma ousadia de uma borboleta que ainda se acredita lagarta.
Há partes de nós que continuam desenhadas a preto e branco.
São os padrões ancestraisque carregamos sem perceber.
E, no entanto, no meio desse labirinto,
surge sempre uma flor que insiste em nascer,
um gesto que rompe a quietudo
um voo que anuncia que a transformação já começou.
Despertar dói porque nos desfaz por dentro.
Mas também nos devolve a vida e a verdade.
E, tal como nesta pintura,
há sempre um ponto onde o caos se encontra com a beleza,
onde o antigo se rende ao novo,
onde a lagarta finalmente percebe
que nunca deixou de ser borboleta.
Sem comentários:
Enviar um comentário